Hoje é o Dia Internacional da Família! Em colaboração com o magazine PranaWorld, partilhamos sete princípios para criar mais harmonia familiar – e em qualquer grupo.
Um grupo é um conjunto de pessoas de diferentes categorias que tentam alcançar um objetivo comum através da cooperação, perseverança e altruísmo. Pode ser pequeno ou grande, o tamanho nunca decide a sua qualidade! No entanto, quanto maior for o grupo, maior será a virtude e a eficiência necessárias para o manter intacto. Não é um verdadeiro grupo a menos que a consciência dos membros esteja fundida, unida e integrada entre si, criando “Uma Mente (One Mind) ou uma “Consciência de Grupo” (Group Consciousness).
Esta Consciência e o sucesso do grupo podem ser alcançados através da aplicação de princípios específicos:
1. RESPEITO
Sem respeito não há grupo! O respeito deve ser uma virtude padrão dentro do grupo e entre todos os membros, que devem aprender a respeitar-se, em pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Mesmo que haja sinais de desrespeito, os membros devem reagir mostrando respeito a qualquer infrator. Essa atitude acabará por criar uma atmosfera onde o respeito será um ato intuitivo e padrão.
“No trabalho em grupo, a crítica afeta a capacidade de uma pessoa fazer a sua tarefa com sucesso.”
Mestre Choa Kok Sui (1952-2007)
2. OBJETIVO COMUM
O objetivo deve ser claro e observado por todos os membros do grupo. Com um objetivo claro, os membros têm uma melhor comunicação entre si e cooperam de forma mais inteligente.
Problemas e tensões geralmente acontecem quando os membros tentam ajustar o objetivo do grupo aos seus próprios interesses e usá-lo para sua vantagem pessoal. Qual maestro de uma orquestra, o objetivo do grupo exige que os membros não forcem os seus objetivos individuais sobre o grupo. Portanto, para fazer parte da consciência grupal, os membros devem renunciar a pensamentos, sentimentos e ações que não ressoam com o objetivo comum.
Os membros do grupo devem procurar trabalhar em harmonia uns com os outros, em direção ao objetivo comum e aos objetivos individuais compatíveis. Ajudar os membros a alcançar os objetivos individuais, que não contrariem o objetivo do grupo, contribuirá para que se tornem mais empoderados, o que, no final, beneficiará o grupo.
“Quanto mais prósperos forem os membros de um grupo, mais próspero será o grupo.”
Torkom Saraydarian (escritor, poeta e músico americano, 1917–1997)
3. PROTEÇÃO
Os membros de um grupo devem proteger-se mutuamente, o que resulta em consciência grupal, progresso e integridade.
A consciência de grupo só pode crescer quando os membros não hesitam em arriscar a própria vida para proteger os restantes. É assim que o nosso corpo funciona! A sobrevivência de cada célula e de cada órgão é interdependente. Essa unidade e cooperação tão fortes no nosso corpo permitem-nos sobreviver, e quando um sistema é afetado, os outros tentam ajudá-lo a recuperar, pois sabem que a sua sobrevivência depende do bem-estar do sistema afetado. A humanidade deveria funcionar da mesma forma que o corpo! A causa do sofrimento da humanidade ao longo da História tem sido, na verdade, a falta de harmonia grupal e a violação da Lei da Consciência do Grupo.
4. DESENVOLVIMENTO DO MAIOR POTENCIAL
Cada grupo, para atingir seu objetivo e propósito, requer certas qualidades e competências, que nem sempre estão disponíveis entre os membros. Por isso, cada membro deve encorajar os outros a superarem-se e a crescerem, e também deve procurar superar-se e aumentar a sua própria beleza, para contribuir para a beleza do grupo.
“O desenvolvimento e o progresso só são possíveis no trabalho em grupo, na cooperação e na disciplina.”
Torkom Saraydarian
5. TOLERÂNCIA E PERDÃO
Os membros devem aprender a perdoar-se mutuamente, a ser tolerantes e a dar oportunidade aos outros de se integrarem. Muitas vezes, a malícia e o ódio são usados contra quem não segue as exigências da consciência grupal. Em vez disso, devemos ajudar a pessoa a recuperar-se e a compreender como cooperar! Isso pode ser alcançado mostrando misericórdia, tolerância e perdão.
Se um dos nossos órgãos está a doer, não o cortamos fora do corpo – cuidamos dele até que cure. Só em casos graves é necessária uma cirurgia. Um grupo saudável, por vezes, elimina membros destrutivos, ganhando maior saúde e força como resultado.
No entanto, não se deve pensar que quem deixa o grupo é uma má pessoa! Às vezes, as pessoas deixam um grupo para encontrar um mais adequado à sua natureza ou talvez ao objetivo que desejam alcançar.
“Não devemos condenar um membro arrogante, teimoso, preguiçoso ou fofoqueiro. Em vez disso, devemos encontrar maneiras e meios de levar a pessoa a tomar consciência para que desenvolva as suas virtudes superiores. Desta forma, o grupo cresce.”
Torkom Saraydarian
6. SENSIBILIDADE À LIDERANÇA
Liderança não significa exercer força! Em vez disso, os líderes devem usar o princípio da liberdade e procurar educar as pessoas para que compreendam a importância da sensibilidade à liderança do grupo.
O líder deve ter o poder de liderar, orientar, aconselhar e disciplinar o grupo, utilizando os princípios da educação, orientação e liberdade. Caso isso não aconteça, o grupo pode desintegrar-se e desaparecer. O caos surge quando os elementos de um todo maior não estão em harmonia entre si e não seguem as diretrizes de um líder central.
Democracia não significa anarquia! A verdadeira democracia só pode ser alcançada à luz da responsabilidade e da consciência de grupo.
Embora a sensibilidade à liderança e à consciência grupal seja necessária para a sobrevivência do grupo, sensibilidade não significa servilismo. Um verdadeiro líder evita o servilismo, antes desenvolve prontidão, sensibilidade e verdadeiro discernimento. Liderança não se refere à pessoa que está à frente do grupo, mas sim ao objetivo, ao plano e ao propósito apresentados para o bem de todos.
7. ALEGRIA
Se os nossos pensamentos, palavras e ações causam angústia, dor, sofrimento e tristeza a outros membros, devemos abster-nos deles. Palavras e ações desse tipo não acrescentam valor ao grupo, antes promovem o separatismo e a desmotivação.
Cada membro do grupo precisa de se perguntar: “Como posso pensar, falar, agir para aumentar a alegria dos outros membros?”. Em ambientes alegres, são desenvolvidas grandes ações e a consciência grupal.
“A alegria aumenta à medida que cada membro do grupo cumpre as suas responsabilidades e se liberta de sentimentos de culpa por más ações.”
Torkom Saraydarian
Referências
Mestre Choa Kok Sui. (2004). Ação Inspirada, Os Sutras de Lótus Dourado sobre o Ensino. Instituto de Estudos Internos Fundação Publishing.
Torkom Saraydarian. (1989). A Psicologia da Cooperação e da Consciência de Grupo.S.G.Fundação Publicadora.
Traduzido e adaptado do artigo “The Art of Group Work | Cultivating Group Consciousness” de PranaWorld.
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