Probióticos e prebióticos

O consumo de alimentos probióticos e fibras pode prevenir ou minimizar a disbiose e certos distúrbios gastrointestinais, bem como afetar a ansiedade, depressão e stresse psicológico.

Por Ana João
O que comemos desempenha um papel fundamental na manutenção do bom funcionamento da microbiota intestinal. Como parte de uma dieta equilibrada e variada, muitos estudos têm demonstrado os efeitos benéficos das fibras e probióticos, encontrados em alguns alimentos. Assim, é importante a inclusão de ambos na nossa dieta, a fim de promover uma microbiota saudável.

Probióticos

A Organização Mundial de Saúde define probióticos como microrganismos vivos (por exemplo, Lactobacillos ou bifidobactérias) que, quando consumidos adequadamente, são benéficos para a microbiota e a saúde.

Presentes em alguns produtos fermentados, como o iogurte, e também em suplementos, os probióticos ajudam a manter o equilíbrio da microbiota intestinal, promovendo o adequado funcionamento digestivo e do sistema imunológico.

Probióticos como Lactobacillus e Bifidobacteria podem ajudar a equilibrar a microbiota intestinal quando esta é afetada por má alimentação, infeções, alguns tratamentos antibióticos ou outros fatores, como o stresse.

Benefícios potenciais dos probióticos: 

• Proteção direta da barreira intestinal;

• Influência no estado antioxidante local e sistémico;

• Influência na produção de neurotransmissores;

• Limitação da produção de citocinas inflamatórias e prevenção de alterações induzidas pelo stresse na microbiota intestinal;

• Melhoria do estado e absorção nutricional;

• Limitação de supercrescimento bacteriano gastrointestinal;

• Propriedades analgésicas.

Fibras

As fibras fermentáveis, também chamadas de prebióticos, são ingredientes não digeríveis de produtos alimentares, que promovem o crescimento e a atividade de algumas bactérias intestinais benéficas.

Os prebióticos são naturalmente presentes em:

  • vegetais, tais como alho, cebola, alho-porro, espargos, alcachofra,
  • frutas, como bananas, ameixas, maçãs e tomates;
  • grãos e cereais, como o farelo;
  • frutos secos, como nozes ou amêndoas.

Benefícios potenciais das fibras:

• Redução da prevalência e duração da diarreia infecciosa e associada a antibióticos;

• Redução da inflamação e dos sintomas associados à doença inflamatória intestinal;

• Efeito protetor na prevenção do cancro do cólon;

• Melhoria da biodisponibilidade e absorção de minerais, incluindo cálcio, magnésio e, possivelmente, ferro;

• Redução de alguns fatores de risco de doenças cardiovasculares;

• Promoção da saciedade e perda de peso e prevenção da obesidade.

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Referências:

Health and Nutritional Properties of Probiotics in Food including Powder Milk with Live Lactic Acid Bacteria, Report of a Joint FAO/WHO Expert Consultation on Evaluation of Health and Nutritional Properties of Probiotics in Food including Powder Milk with Live Lactic Acid Bacteria, Cordoba, Argentina, October 1-4,2001

Moheb Costandi, Microbes on Your Mind, Scientific American Mind 23, 32 (2012).

 Gibson GR, Roberfroid MB. Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. J Nutr. 1995 Jun;125(6):1401-12. PMID

Giada De Palma et al. The microbiota-gut-brain axis in functional gastrointestinal disorders. Gut Microbes. 2014 May 1; 5(3): 419–429.

 Alison C Bested et al. Intestinal microbiota, probiotics and mental health: from Metchnikoff to modern advances: Part II – contemporary contextual research. Gut Pathog. 2013; 5: 3.

Joanne Slavin. Fiber and Prebiotics: Mechanisms and Health Benefits. Nutrients. 2013 Apr; 5(4): 1417–1435.


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