Assinala-se hoje, 20 de maio, o Dia Mundial da Organização.
5 minutos de leitura
Por Nina Saxena • Pranaworld
No mundo atual, somos literalmente bombardeados com informação proveniente de diferentes fontes. Um estudo refere que, nas últimas duas décadas, produzimos mais informação do que em todo o período desde o início da civilização.
Com tanta informação a chegar constantemente, a mente torna-se incapaz de a processar por completo, dificultando a tomada de decisões acertadas, bem como a distinção entre o que é realmente verdadeiro e útil e aquilo que apenas nos faz perder tempo.
No livro At the Feet of the Master, Alycone (Jiddu Krishnamurti) afirma: “No mundo existem apenas dois tipos de pessoas: as que sabem e as que não sabem – e esse conhecimento é tudo o que importa.”
É necessário praticar o discernimento e fazer escolhas conscientes, aprendendo a selecionar cuidadosamente aquilo que é útil e a ignorar o que não acrescenta valor.
O excesso de bens materiais e de informação conduz à desordem – física, digital, emocional, mental, comportamental e espiritual.
Recentemente, ouvi um orador dizer: “A desordem nada mais é do que decisões e ações adiadas.” Fez-me refletir. E é verdade. Quando caímos no hábito da procrastinação e da preguiça, as tarefas acumulam-se e criam desordem, iniciando-se um ciclo vicioso em que essa própria desorganização nos impede de fazer o que precisa de ser feito. Por vezes, essa confusão mental impede-nos até de dormir bem, desencadeando outros problemas de saúde.
Neste artigo, partilho algumas sugestões para simplificares e organizares o teu espaço e tempo – física, digital, emocional, mental, comportamental e espiritualmente.
Fisicamente
Liberta-te dos objetos que não utilizas há mais de dois anos. É pouco provável que voltes a precisar deles agora.
Desapega-te da chamada “estima de prateleira”, um termo que ouvi Jack Canfield utilizar numa palestra. Lê os livros que tens acumulados; caso contrário, doa-os a uma biblioteca. Outra pessoa poderá lê-los e beneficiar deles.
Deixa de acumular coisas que não serão utilizadas. Objetos parados equivalem a energia estagnada.
Segue a regra do “entra um, saem dois”: sempre que adquirires algo novo, desfaz-te de pelo menos dois objetos antigos.
Digitalmente
Apaga emails e mensagens que já não têm utilidade.
Cancela subscrições de newsletters, emails promocionais e grupos de WhatsApp desnecessários.
Afasta-te de conteúdos e interações que não te fazem bem.
Evita a necessidade de responder a todas as mensagens.
Emocionalmente
Escuta a tua voz interior e questiona se merece mesmo a tua atenção.
Pergunta-te: “Que conselho daria a um melhor amigo na mesma situação?” E aplica-o a ti.
Passa do FOMO (fear of missing out – medo de ficar de fora) para o JOMO (joy of missing out – alegria de não estar em todo o lado). Nos dias de hoje, menos é verdadeiramente mais.
Mentalmente
Liberta-te de pensamentos negativos sobre ti, sobre os outros e sobre o mundo à tua volta.
Em vez de alimentares os problemas, identifica-os e direciona o foco para as soluções. Procura sempre fazer parte da solução.
Experimenta a técnica do “despejo mental” (brain dump): escreve tudo, todos os pensamentos, tarefas, desejos, bloqueios, alegrias, tristezas ou irritações. Também aquilo que queres fazer há muito tempo, mas continuas a adiar. Depois, categoriza tudo em quatro grupos:
- Fazer agora
- Delegar
- Adiar
- Eliminar
Aplica o filtro THINK aos teus pensamentos, palavras e ações:
- T – É verdadeiro? (true)
- H – É útil? (helpful)
- I – É inspirador ou importante?
- N – É necessário?
- K – É gentil? (kind)
Observa a tua zona de influência. Pode não ser grande, mas é o melhor que podes fazer neste momento. Com o tempo, essa capacidade pode expandir-se. E, mesmo que não aconteça, terás a tranquilidade de saber que fizeste tudo o que estava ao teu alcance.
Mantém o objetivo final em mente.
Comportamentalmente
Aprende a dizer não. Estabelece limites saudáveis sem sentires culpa.
Segue a regra KISS: Keep It Short and Simple – mantém tudo curto e simples.
Dedica às coisas apenas o tempo que elas realmente merecem. Avalia a relação entre esforço e resultado. Para tarefas menos importantes, aceita o conceito de “bom o suficiente”. Reserva o perfeccionismo apenas para aquilo que realmente importa.
Agrupa tarefas semelhantes. Reserva, por exemplo, um tempo por dia para resolver todas as pequenas tarefas de dois minutos.
Elimina distrações.
Evita ou reduz o multitasking.
Desenvolve a capacidade de filtrar informação rapidamente.
Delega sempre que possível.
Passa do “saber” para o “fazer”. Age, faz. Muitas vezes sentimos tanto peso e sobrecarga que nem sequer começamos. Mas o primeiro passo costuma ser o mais importante.
Espiritualmente
Tem atenção ao orgulho. Pode ser um dos maiores obstáculos ao crescimento no caminho espiritual. Surge muitas vezes da insegurança e da falta de clareza, e pode impedir-nos de ver com nitidez. Trabalha para o reconhecer e dissolver.
Perdoa os outros, mas também a ti mesm@.
Desapega-te.
Mantém as práticas que te fazem bem. Em vez de saltar constantemente entre caminhos, aprofunda o que sentes que te nutre.
Medita regularmente – ajuda a eliminar pensamentos desnecessários e a limpar os corpos energéticos.
Entoa mantras, especialmente o mantra Gayatri, para invocar inteligência intuitiva e clareza.
Quando tiveres dúvidas, pergunta-te: “Como responderia um mestre a esta situação? Como pensaria? O que diria? O que faria?”. O Mestre Choa Kok Sui deixou inúmeras técnicas – e o caminho do Arhatic Yoga é completo por si só. Apenas através da prática consistente dos ensinamentos, muitos dos pontos acima acabam naturalmente por se alinhar.
Por fim, sê paciente. Os resultados surgirão. Como dizia o Mestre Choa Kok Sui: “Se fizeste tudo o que precisavas de fazer, o futuro tratará de si próprio.”
“Começa por fazer o que é necessário; depois faz o que é possível; e, de repente, estarás a fazer o impossível.”
São Francisco de Assis
Simplifica a tua vida – e observa a magia acontecer.
Bênçãos para todos.
Com amor e luz.
Artigo adaptado do parceiro Pranaworld
Foto de Wayhomestudio
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