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No dia 12 de agosto, às 18h36 (hora de Portugal continental), o Sol e a Lua encontram-se a 20° de Leão, coincidindo com um eclipse solar visível na sua totalidade na Gronelândia, Islândia, norte da Rússia, norte de Espanha e uma pequena zona de Portugal, perto de Bragança. O fenómeno ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados, e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos. O restante território nacional verá um eclipse parcial muito expressivo, tal como outras regiões da Europa e norte de África. Reunimos os comentários de três astrólogos sobre este evento raro.
O último eclipse total do Sol em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo será em 2144, tornando este eclipse um momento único para várias gerações.
“Nas regiões onde a obscuração é mais profunda, deverá ser percetível um escurecimento significativo da luminosidade, a diminuição do ruído ambiente e da temperatura do ar, maior nitidez nas sombras. A observação de um eclipse solar é uma experiência multissensorial e emocional”, nota o site oficial eclipse2026.pt.

O sol será ocultado entre 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Imagem e fonte: eclipse2026.pt
O fenómeno terá início aproximado às 18h30 e fim pelas 20h30. O máximo será atingido próximo das 19h30. A essa hora o Sol encontrar-se-á baixo no horizonte, por isso deverás deslocar-te para uma zona com vista desobstruída a Oeste.
Se tiveres oportunidade de observar o eclipse, fá-lo em segurança, utilizando sempre óculos certificados para observação solar ou outros equipamentos adequados. Junta-te a uma das 373 sessões de observação organizadas em Portugal, no dia do eclipse.
Na zona de totalidade, irá observar-se um eclipse total durante cerca de 26 segundos. “Será visível o efeito de um Anel de Diamante no céu, revelando a Coroa Solar, impossível de ver em qualquer outro momento. Segundos depois, o raio único de luz solar fragmenta-se em múltiplos pontos de luz conhecidos como Pérolas de Baily”, informa a plataforma eclipse2026.pt.
A perspetiva de três astrólogos
Na astrologia, os eclipses solares são tradicionalmente associados a momentos de transição, encerramento e renovação. O eclipse de 12 de agosto, que acontece em Leão e junto ao Nodo Sul, acrescenta à simbologia do fenómeno temas como identidade, poder pessoal, reconhecimento e libertação de padrões antigos. Para compreender diferentes leituras deste momento, reunimos os comentários de três astrólogos: Luís Resina, Elisabete Damião e Galit Raiman.

Luís Resina
“Este eclipse, do ponto de vista astrológico, projeta-se a 20° de Leão, conjunto a uma estrela da Ursa Maior, que se chama Merak. É um eclipse sui generis, porque é do Nó Sul. O Nó Sul indica a necessidade de libertar-nos de coisas do passado e aquilo que já não serve para o nosso desenvolvimento. Como é em Leão vai mexer muito na questão egóica; por isso, o eu inferior perde poder para algo novo nascer.
O último eclipse solar total em Leão, que houve há 18 anos, coincidiu exatamente com uma queda dos poderosos. Foi a queda do Lehman Brothers na América, foi [a crise d]o subprime, um ano que mexeu muito nos mercados financeiros e hoje em dia estamos a assistir a coisas bastante importantes no Médio Oriente, daí que possa haver algum tipo de relação.
Todos os eclipses mexem com a necessidade de um mergulho espiritual no interior de cada um. Neste momento, por exemplo, a estrela Alfa [da constelação] do Caranguejo desde o dia 9 de agosto é a estrela heliacal da manhã, e fala do portal da vida. Por isso, trata-se de encontrar essa vida interior em cada um de nós.”
Elisabete Damião
“Estamos perante um eclipse do Sol em Leão, junto ao Nodo Sul. Leão representa o poder pessoal, os governantes, chefes de Estado, monarcas, líderes, figuras públicas, artistas, celebridades e, de uma forma geral, aqueles que vivem debaixo dos holofotes.
Num eclipse solar, essa luz desaparece temporariamente. E num eclipse do Nodo Sul existe ainda uma ideia de redução, perda, esvaziamento ou necessidade de deixar alguma coisa para trás.
Por isso, não me surpreenderia que este eclipse coincidisse com algum acontecimento importante envolvendo uma figura de grande visibilidade: perda de poder ou influência, demissão, derrota, revelação, escândalo, afastamento inesperado ou uma situação de saúde que obrigue alguém a sair temporariamente de cena.
O Nodo Sul em Leão começa a retirar força daquilo que depende excessivamente do ego, da imagem, do protagonismo ou da necessidade de reconhecimento. O Nodo Norte em Aquário lembra-nos que há momentos em que não precisamos de um salvador. Precisamos de pessoas capazes de colaborar. E talvez este eclipse venha colocar exatamente isso à prova.”
Galit Raiman
“No dia 12 de agosto, iremos experienciar um poderoso eclipse solar em Leão – o primeiro eclipse importante desde que os Nodos Lunares entraram em Leão e Aquário, iniciando um novo ciclo de crescimento de 18 meses.
Este é um eclipse solar do Nodo Sul, o que significa que o seu convite começa com a libertação. Estamos a ser convidados a fazer uma pausa e a reavaliar honestamente as identidades que construímos, os papéis que desempenhamos e as razões pelas quais continuamos a desempenhá-los.
Serão estes papéis uma expressão autêntica de quem somos hoje? Ou será que surgiram de expectativas antigas, de padrões familiares ou da necessidade de serem aceites, apreciados ou necessários?
Leão recorda-nos que a nossa maior realização vem de vivermos de coração. Este eclipse convida-nos a reconectarmo-nos com aquilo que realmente nos inspira, a expressarmo-nos com mais coragem e a permitir que as nossas vidas reflitam quem somos.
Os próximos 18 meses oferecem a oportunidade de nos tornarmos gradualmente mais autênticos, mais criativos e mais alinhados com a nossa verdade.”
Foto de Bryan Goff na Unsplash
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