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No Dia Mundial da Alimentação, assinalado hoje, 16 de outubro, a especialista de Ayurveda Nidhi Bhanshali Pandya*, certificada pela National Ayurvedic Medical Association nos Estados Unidos, apresenta sete alimentos valorizados pela milenar medicina tradicional indiana. Uns são conhecidos de todos, outros nem por isso…
Romã
A romã – dādima, em sanscrito – é classificada no livro Charaka Samhita no grupo das frutas medicinais e descrita como azeda, doce, untuosa e benéfica para o coração – uma combinação rara.
É também considerada Raktashodhak, tradicionalmente associada à purificação do sangue.
A romã é uma das poucas frutas permitidas pelo Ayurveda durante a febre. Quando a digestão está enfraquecida e a maioria das frutas é demasiado pesada ou fria, a romã é suficientemente suave para nutrir sem sobrecarregar o Agni (fogo digestivo).
É também tradicionalmente utilizada para a rouquidão.
Feijão mungo
O Charaka Samhita declara-o abertamente: “Mudgaha Shreshtaha Shamidhanyeshu” – o mungo é o melhor entre todas as leguminosas.
É leve, refrescante e a única leguminosa considerada de fácil digestão para ser consumida diariamente (nityasevaneeya).

O feijão mungo é considerado leve e de fácil digestão pelo Ayurveda. No entanto, há uma nuance que contraria algumas ideias do mundo moderno do bem-estar: o feijão mungo germinado é tradicionalmente considerado mais difícil de digerir do que o cozido.
Os textos clássicos são claros: o feijão mungo cozido, especialmente sob a forma de uma sopa simples (yusha), é a opção mais suave.
Tâmaras
As tâmaras são classificadas como Kāmya Rasāyana – alimentos rejuvenescedores que fortalecem a vitalidade, e não apenas tratam doenças.
Nutrem o Ojas (a essência subtil associada à imunidade, ao brilho e à calma), fortalecem o tecido muscular e são tradicionalmente oferecidas a quem está a recuperar de fraqueza ou esgotamento.

Consumidas sozinhas, talvez hidratadas e acompanhadas por um pouco de ghee ou leite morno, tornam-se um dos melhores reconstrutores naturais de energia – especialmente para crianças, na recuperação pós-parto e para qualquer pessoa que se sinta sem energia.
Amla
Āmalakī possui cinco dos seis sabores (azedo, doce, amargo, adstringente e picante) – faltando apenas o salgado.
É o ingrediente principal do Chyawanprash, uma fórmula clássica de rejuvenescimento.

O nome sânscrito Amalakī vem de amala, que significa imaculado ou puro. O seu outro nome? Dhātrī – a mãe. Porque nutre o corpo da mesma forma que uma mãe nutre um filho – completamente, em todos os tecidos.
Arroz
Śāli – o grão sagrado que o Ayurveda nunca temeu. Enquanto o mundo moderno debate os hidratos de carbono, o Ayurveda colocou o arroz no topo da sua hierarquia de grãos.

Diz-se que o Rakta Śāli (arroz vermelho) é a melhor variedade – leve, nutritiva e equilibradora dos três doshas.
O arroz acabado de colher é considerado mais pesado. O arroz armazenado durante pelo menos um ano – o arroz envelhecido (purāna sāli) – é mais leve para a digestão e constitui a base de toda a dieta curativa ayurvédica.
Ghee
O Charaka Samhita declara o ghṛta o melhor entre todas as gorduras. Promove a memória, a inteligência, o Agni (fogo digestivo) e o Ojas (essência vital).
Ao contrário da maioria das gorduras, o ghee (feito pelo processo tradicional, com a adição de fermento) estimula a digestão sem gerar calor excessivo.
O Purāna Ghṛta (ghee envelhecido) é especificamente prescrito para problemas mentais, como a ansiedade, o baixo estado de ânimo e até a epilepsia. Quanto mais envelhecido estiver o ghee, mais potente é o seu efeito sobre o sistema nervoso.
Açafrão
O Kumkuma é há muito valorizado no Ayurveda por fortalecer o coração, o sangue (Rakta Dhatu) e a mente.
Tradicionalmente descrito como Varnya (que realça a beleza natural da pele) e Medhya (que promove a clareza e o bem-estar mental), nutre sem sobrecarregar, trazendo estabilidade, equilíbrio emocional e uma tranquila sensação de vitalidade.

Dica: deixa 1 ou 2 fios de molho em leite ou água morna durante 10 a 15 minutos antes de utilizar. A infusão suave liberta melhor a sua cor, aroma e propriedades terapêuticas do que a fervura prolongada.
* Artigo traduzido e adaptado da conta de Instagram da autora
Foto em destaque de Sahand Babali na Unsplash
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